Uma pessoa idosa que estava conversando normalmente pode, em poucas horas, ficar desorientada, muito sonolenta, agitada ou incapaz de acompanhar uma conversa. Essa alteração não deve ser atribuída automaticamente à idade. Uma das possibilidades é o delirium, uma síndrome clínica aguda que exige avaliação rápida.
O que é delirium?
Delirium é uma alteração aguda da atenção e da consciência, geralmente acompanhada de mudanças cognitivas ou comportamentais. Os sintomas podem variar ao longo do dia e piorar à noite.
Nem sempre existe agitação. Algumas pessoas ficam silenciosas, lentas ou excessivamente sonolentas, o que pode atrasar o reconhecimento do problema.
Quais situações podem desencadear delirium?
Infecções, desidratação, alterações metabólicas, falta de oxigenação, dor intensa, efeitos de medicamentos, abstinência de substâncias e complicações de doenças agudas estão entre as possibilidades.
Idade avançada, demência prévia, internação e fragilidade aumentam a vulnerabilidade, mas não explicam sozinhas o aparecimento repentino da confusão.
Nem toda alteração mental em idosos com exame de urina alterado é causada por infecção urinária. A interpretação exige sintomas, exame clínico e contexto apropriado.
Qual é a diferença entre delirium e demência?
O delirium costuma começar em horas ou dias, com atenção prejudicada e flutuação dos sintomas. A maioria das demências apresenta evolução gradual ao longo de meses ou anos.
Entretanto, delirium e demência podem ocorrer na mesma pessoa. A família ajuda muito ao informar como era o comportamento habitual e quando a mudança começou.
A investigação procura causas reversíveis e pode incluir exames de sangue, avaliação de medicamentos, sinais vitais e outros testes dirigidos aos achados clínicos.
Como ajudar uma pessoa com delirium?
A prioridade é identificar e tratar a causa desencadeante. Durante a avaliação, medidas como ambiente tranquilo, presença de familiares, óculos e aparelhos auditivos habituais, orientação frequente e sono adequado podem ajudar.
Evite oferecer calmantes por conta própria. Alguns medicamentos sedativos podem agravar a confusão ou aumentar o risco de quedas.
Confusão repentina é urgência?
Sim. Confusão mental de início súbito exige avaliação médica urgente, principalmente se houver febre, dificuldade respiratória, redução do nível de consciência, convulsão, queda ou sinais neurológicos. Fraqueza de um lado do corpo, alteração súbita da fala ou assimetria facial podem indicar AVC e exigem acionamento imediato da emergência.
Perguntas frequentes
Delirium é a mesma coisa que demência? Não. São condições diferentes, embora possam coexistir.
Delirium sempre provoca agitação? Não. Pode apresentar sonolência e redução importante da atividade.
A pessoa pode melhorar? Muitas pessoas melhoram quando a causa é identificada e tratada, mas o tempo de recuperação varia.
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Referências e fontes consultadas
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